| É indiscutível nos dias de hoje a importância da apresentação de demonstrações contábeis em uma linguagem internacional, principalmente para as organizações que almejam a captação de recursos estrangeiros. No Brasil, algumas empresas vêm, de forma voluntária, antecipando a publicação dos demonstrativos de acordo com as normas internacionais de contabilidade. Nesse sentido, o objetivo do estudo é analisar o impacto na taxa que evidencia a Rentabilidade do Patrimônio Líquido ou ROE (Return on equity) sob uma nova forma de mensurar o lucro no Brasil: o Lucro Abrangente. A amostra consiste nas empresas de capital aberto que publicaram junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suas Demonstrações Contábeis para o exercício social findo em 31/12/2009 de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS). Os resultados demonstraram que a média do ROE das empresas, calculado a partir do Lucro Líquido ou a partir do Lucro Abrangente, não apresenta diferença estatisticamente significativa, apesar de a média ser 35,28% e 25,28%, respectivamente. Porém se compararmos este índice (calculado das duas formas distintas) para cada empresa separadamente, pode-se concluir que pode haver uma distorção na correta tomada de decisão. Isso é evidenciado, pois, algumas empresas estudadas obtiveram uma grande diferença entre o ROELL e o ROELA. Algumas empresas também oscilaram ao apresentar taxas positiva e negativa, respectivamente. |