| As universidades são consideradas complexas não só pela sua condição de instituição especializada, mas também por executarem tarefas múltiplas, onde cada uma (ensino, pesquisa e extensão) tem uma metodologia de trabalho. No ambiente universitário, onde as interações sociais ocorrem entre pessoas de diferentes regiões e países, a palavra cultura emerge como uma variável para a compreensão do fenômeno organizacional. Refere-se ao pensamento básico que orienta as ações de um gestor, determinando o caminho que ele seguirá quando se deparar com alternativas de ação. Assim, em virtude do processo de constante transformação a qual a sociedade está passando, surgem determinadas necessidades e procedimentos operacionais que acabam por exigir novos instrumentos no processo de gestão. Novas formas de avaliação da eficácia empresarial, conseqüentemente, novas formas de pensar e agir institucionalmente. O objetivo do artigo é proporcionar uma análise sobre a cultura organizacional em uma IES Privada localizada no Estado do RS, tendo como abordagem a Cultura Organizacional no modelo de Hofstede (1991). A pesquisa realizada tem cunho exploratório com abordagem qualitativa, na forma de um estudo de caso que utiliza o questionário de Hofstede. Os resultados apontam para uma cultura organizacional fortemente individualista, com estrutura hierarquizada, que acaba por distanciar os indivíduos entrevistados do poder institucional de decisão. Além disso, observa-se claramente que os indivíduos pesquisados têm uma forte aversão a incerteza, preferindo um ambiente organizacional estável. Por fim, quanto à masculinidade ou feminilidade, observa-se que a instituição tem traços que tendem a primeira característica. |