| Dada a hipótese levantada por Lipton e Lorsch (1992), Jensen (1993) e Yermack (1996) de que o aumento do número de membros do conselho de administração ocasiona problemas relacionados à coordenação e comunicação nas firmas, o presente artigo buscou investigar a existência uma relação inversa estatisticamente significativa entre o tamanho do conselho e o valor das companhias abertas brasileiras. Apesar do crescente número de trabalhos sobre a relação entre a estrutura interna das empresas e sua eficiência, no Brasil o tamanho do conselho ainda é pouco discutido. Ao se adotar um modelo linear para o caso brasileiro, não se obteve resultados conclusivos acerca da relação entre o tamanho do conselho e o valor da firma, uma vez que o coeficiente “tamanho do conselho” não se apresentou estatisticamente significativo. Todavia, ao se introduzir a variável “tamanho do conselho ao quadrado” ao modelo, obtiveram-se um coeficiente linear positivo e um coeficiente quadráticos negativo, estatisticamente significativos ao nível de 10% corroborando com o resultado encontrado por Silveira (2002). Assim, pode-se concluir que à medida que o tamanho do conselho ultrapassa um determinado patamar, esse funciona menos eficazmente interferindo tanto em seu desempenho quanto no valor atribuído às empresas pelo mercado. |