| Esse estudo analisa as empresas de capital aberto com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), emissoras de ADR, negociados na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), North American Securities Dealers Automated Quotation System (NASDAQ) e na OTC Bulletin Board. O objetivo é verificar se os betas dos seus ativos são adequados e, ainda, se os betas contábeis podem ser um substituto do beta de mercado para a avaliação dos títulos dessas empresas. A correlação entre eles é testada a fim de se avaliar a força do beta contábil como substituto do beta de mercado e como medida de risco sistemático. Os resultados encontrados mostram que a correlação não é significativa e não permitem dizer que o beta contábil seja válido como substituto do beta de mercado e como medida de risco sistemático confirmando os estudos teóricos e, ainda, que o uso de informações contábeis para análise é uma alternativa para empresas brasileiras, principalmente para as empresas de capital fechado, que não possuem informações de mercado disponíveis para estimar o seu risco sistemático. Verifica-se que os betas contábeis dependem de outras condições macroeconômicas, para que possam funcionar como indicadores significativos das diferenças setoriais. Os resultados deste estudo contrariam as expectativas principalmente em relação ao poder do beta em explicar diferenças entre setores. Portanto, os resultados deste trabalho revelam que o uso indiscriminado de betas setoriais, supondo que eles refletem as características fundamentais de cada setor do ponto de vista de risco pode conduzir a resultados ilegítimos. |