| O presente trabalho analisa as diferenças de ratings atribuídos pelas agências às debêntures mitidas no Brasil de 2000 a 2007 e de sua percepção pelos investidores, objetivando avaliar se as empresas emissoras buscam melhorar sua classificação com base na contratação de um segundo rating, ou na busca de um rating de uma agência diferente da Moody’s ou S&P. As variáveis consideradas são: rating, qualidade da agência, número de avaliações, indexador, maturidade, risco país, taxa Selic, term-premium, índice Bovespa, e a taxa de câmbio. As agências classificadoras foram agrupadas em “mandatórias” (S&P e Moody’s) e “terceira agência” (Fitch, Austin Asis e SR Rating). Foram desenvolvidos modelos a partir de regressões múltiplas. Concluiu-se que não se pode afirmar que os emissores busquem um segundo ou terceiro raiting para melhorar a imagem junto aos investidores, procurando influenciar sua percepção. As indicações são de que os investidores somente levam em conta a qualidade da agência classificadora ou a quantidade de ratings de uma emissão quando se trata de emissões com baixa qualidade de crédito. Nos outros casos, ele é indiferente a quantidade ou à qualidade das agências classificadoras. |