| A importância da criação de valor pelas empresas é um tema abordado pelos principais manuais de finanças. Um grande número de estudos têm se dedicado a identificar as empresas criadoras e destruidoras de valor para o acionista, enquanto outros estudos têm se voltado à identificação dos principais direcionadores de valor das empresas. Embora os acionistas sejam os principais interessados na criação de valor das empresas, buscando retorno sobre o capital investido, outros integrantes do mercado também podem ter esse objetivo. Entre eles, destacam-se: os administradores, para suas tomadas de decisões e avaliação de suas estratégias; os clientes, atuando como fonte confiável e de fácil acesso para compra de produtos de qualidade a preços competitivos; e os fornecedores, garantindo a capilaridade para distribuição de seus produtos.
As recentes transformações no cenário macro-econômico brasileiro e mundial têm ratificado a crescente importância do entendimento sobre a criação de valor entre as empresas nacionais. O controle inflacionário, a redução do risco país, recordes de movimentação na bolsa de valores de São Paulo e a expansão de empresas brasileiras através de aquisições de concorrentes ao redor do mundo são exemplos dessas transformações, que têm despertado o interesse sobre o desempenho futuro das companhias.
Este trabalho buscou analisar o uso de métricas de criação de valor no Brasil, buscando confrontar os aspectos teóricos discutidos nos principais livros de Finanças utilizados no Brasil com as evidências empíricas de trabalhos acadêmicos publicados nos Encontros Anuais da Associação Nacional de Programas de Pós- |