| O presente trabalho tem por objetivo identificar as variáveis idiossincráticas, os índices econômico-financeiros extraídos de demonstrações financeiras, que explicam diferenças de rating, a partir das debêntures, objeto de emissão primária pública, que receberam ao menos dois ratings, concedidos por agência independente classificadora de risco de crédito, no período de janeiro de 2000 a junho de 2010. Modelo de regressão multinomial apontou que a S&P valoriza melhorias nos indicadores: Margem EBIT, Crescimento do EBIT, Giro do ativo, Cobertura da dívida e Receita líquida por ação. Da mesma forma, pioras no ROI e aumentos na participação do Passivo circulante na dívida total aumentam a probabilidade de que o rating da S&P seja maior que o da Fitch, indicando que essa agência dá menos peso a essas variáveis. Por seu turno, com base no mesmo modelo, infere-se que a Fitch dá mais peso para melhorias nas variáveis de Crescimento do ativo, de Capital de giro e de diminuição da Alavancagem. Além disso, variáveis ambientais integram a análise dessa agência, pois diminuições no term-premium e na TJLP indicam um aumento da probabilidade de que o rating da Fitch seja maior. Finalmente, há indicações de que a Fitch dá menos peso à liquidez corrente. |