| Este artigo teve como objetivo verificar a existência do efeito valor-crescimento e identificar as variáveis que melhor explicam a sua incidência nos retornos das ações brasileiras. Para isso, foram testadas as variáveis book-to-maket, lucro/preço e fluxo de caixa/preço. Foram utilizadas duas abordagens metodológicas: análise de portfólio, na qual as carteiras foram formadas de acordo com cada variável de interesse; e análise de regressão em corte transversal, baseada em ativos individuais. A amostra foi composta por empresas com ações negociadas na BM&FBOVESPA, no período de 1995 a 2008. De acordo com os resultados obtidos, as ações de crescimento apresentaram retornos superiores às ações de valor. Com isso, pode-se concluir que o bem documentado efeito valor-crescimento não se caracteriza no Brasil, uma vez que as evidências empíricas mostraram-se favoráveis às estratégias de crescimento. Em função do longo período estudado, os resultados obtidos podem estar sinalizando o predomínio da estratégia de crescimento no longo prazo. Além disso, ressalta-se a alta volatilidade dos mercados de capitais de países emergentes, conforme destaca Fama e French (1998). Ademais, para se estabelecer estratégias investimento que possibilitem maiores retornos, verificou-se que as variáveis que melhor identificam as ações de crescimento são o índice book-to-market e fluxo de caixa/preço. |