| Em decorrência das constatações sobre as características de consumo e endividamento da população, busca-se neste estudo analisar a relação entre o nível de educação financeira e o grau de qualidade do planejamento pessoal, sendo que o estágio de investimento foi considerado como uma de suas variáveis fundamentais. Assim, sem abster-se do problema de distribuição de renda no Brasil, foi realizada a contraposição da tendência a investir dos envolvidos em finanças e com formação acadêmica mais elevada com aqueles que apresentam trajetória distinta. Foram levantados os principais indicadores sociais a respeito de renda, com base em dados divulgados pelo IBGE a fim de apoiar a análise da amostra coletada. O método adotado é o da pesquisa exploratória, com aplicação de questionário em algumas cidades brasileiras e análise estatística dos dados. Os participantes foram classificados segundo o grau de investidor, determinado pela natureza e percentual de seus gastos, de suas aplicações proporcionalmente à renda, bem como de suas opções e entendimento acerca de investimentos. Verificou-se que o nível de formação tem uma influência relativamente média (55%) no grau de investidor, assim como a área de atuação (55%). Por sua vez, a conjugação média do nível de formação com a área de atuação explica razoavelmente bem (66%) o grau de investidor. Do total da população da pesquisa, 54% foram classificados como não-investidores, 28% como investidores de nível básico, 12% intermediário e, apenas 6% sofisticado. Considera-se fundamental a busca por propostas de melhoria que levem em conta a substancial relação existente entre o nível de formação conjugado com a área de atuação e a qualidade do planejamento financeiro pessoal da população. |